Avaliação
Produção Textual (7 ano)
Leia o texto e responda as questões abaixo:
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias
pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento
ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas
considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou
propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi
outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.
Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo:
diferença radical entre este livro e o Pentateuco. (Machado de Assis, in
Memórias Póstumas de Brás Cubas)
01. Para o autor-personagem, é menos comum:
a) começar um livro por seu nascimento.
b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte.
c) começar um livro por sua morte.
d) não começar um livro por sua morte.
e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte.
02. Deduz-se do texto que o autor-personagem:
a) está morrendo.
b) já morreu.
c) não quer morrer.
d) não vai morrer.
e) renasceu.
03. A semelhança entre o autor e Moisés é que
ambos:
a) escreveram livros.
b) se preocupam com a vida e a morte.
c) não foram compreendidos.
d) valorizam a morte.
e) falam sobre suas mortes.
Analise a tira e, a seguir, faça o que se pede nas questões:

04. O efeito humorístico do texto:
a) Concentra-se nas especificidades de pronúncia
das personagens.
b) Constrói-se a partir da exploração de
dois dos significados do verbo “tocar”.
c) Compõe-se a partir do significado que se atribui
ao verbo “entender” , nas áreas rurais do Brasil.
d) Deriva do fato de Rosinha dominar, melhor do que
Chico Bento, a língua portuguesa.
e) Constrói-se a partir da ridicularização do falar
e da cultura do homem do campo.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões que
seguem:
Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola
previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho
não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância,
mas não exagere...
Diante desta profusão de
descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz
bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito
bem.
Dormir
me deixa 0 km.
Ler
um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar
me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens
aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de
ideias.
Brigar
me provoca arritmia cardíaca.
Ver
pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar
gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no
ser humano.
E
telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar
faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando
fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia
sem se sentir arrependido de nada.
Acordar
de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E
passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não
pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que
previna.
Ir ao
cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém
atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular,
uau!
Cinema
é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa
é melhor do que piada.
Exercício
é melhor do que cirurgia.
Humor
é melhor do que rancor.
Amigos
são melhores do que gente influente.
Economia
é melhor do que dívida.
Pergunta
é melhor do que dúvida.
Sonhar
é melhor do que nada!
Martha
Medeiros
05. Classifique como
Verdadeiras ou Falsas as afirmações em relação ao texto. Em seguida, marque a
alternativa que corresponde à sequência correta.
( ) Segundo a autora, é melhor que não troquemos nossos hábitos, pois cada um de nós sabe o que nos faz bem e o que nos prejudica.
( ) Para ela, viajar faz bem, pois rejuvenesce, ainda que fique preocupada antes da viagem.
( ) Há alimentos que previnem o câncer, como o tomate e a mussarela, então não precisamos nos preocupar em pedir perdão pelas nossas falhas.
( ) Ficar em silêncio
quando uma discussão está pegando fogo é prejudicial à nossa saúde.
a) V – V – F – F
b) F – F – F - F
c) V – V – V – V
d) F – V – F - F
e) V – F – V – V
e) V – F – V – V
Leia o texto:
(Karen Curi)
Mais um ano de eleição.
Mais promessas, mais injúrias. Novos rostos, antigos. Novas ofensas, antigas.
Sujeiras criando raiz por debaixo dos panos, ruas imundas, “jingles” insuportáveis
martelando o compasso brega no mais profundo do tímpano.
É, meu amigo. Quatro
anos passaram tão rápido feito bala perdida. Vejo cidadãos
enlouquecidos levantando bandeiras, aclamando candidatos aos gritos, defendendo
fervorosamente e cegamente um competidor e um partido. Venho acompanhando os
debates políticos e a cada “round” assombrosamente consigo me
surpreender com o ser humano. Não estou aqui para me aprofundar nos méritos ou
não de cada concorrente, na fidelidade dos eleitores para com uma organização
política, sem mesmo questionar um candidato que já foi integrante de três ou
mais partidos, e continua pulando de galho em galho. Essa estrada é tão longa e
sinuosa que não pretendo passar por ela.
Escândalos a parte,
desvios de verba, corrupção descarada, caixa dois, laranja, propinas, e por aí
vai. A lista é extensa. Meu foco não é esse. Deveria ser? Sim. Essas
problemáticas merecem atenção? Sim. Mas estou aqui para ir além. Na verdade meu
foco é a pátria amada, idolatrada. Salve,! Salve! Brasil. Olhando nos olhos dos
candidatos procuro encontrar um resquício de orgulho verde e amarelo. Tudo o
que se vê são cifrões. Tudo o que se fala são ofensas. E promessas. Ahhh, as
velhas e esperançosas promessas...
Continuam na cadeira de
balanço olhando o horizonte à espera. Candidatos agem como robôs bem
programados diante de um público de marionetes. Têm a verossimilhança na
postura corporal, nos gestos, na entonação. São mestres em alfinetar e doutores
em sair pela culatra.
E como fica a nossa saúde? Nossa educação? Os meios de
transportes? A segurança? E o custo de vida cada vez mais caro? Impostos?
Juros? Desemprego? Inflação? Discursos e mais discursos divagam sobre novas
propostas de governo e melhorias para o povo e o sistema. Mas a realidade é que
as mudanças caminham à passo de tartaruga. Falta paixão, flama. Um sonho
intenso, um raio vívido.
Vi candidato que se
importa mais com a opção sexual do cidadão do que com a precariedade do sistema
de saúde pública e a (falta de) educação. Que tristeza, senhor. Que vergonha
por não ter sequer um constrangimento de se expor assim perante tantos
cérebros. Talvez seja esse o objetivo. Não sei de mais nada. Como diria Cássia
Eller:
“O mundo está ao
contrário e ninguém reparou”.
O que está acontecendo?
Querem pão e circo,
respeitável público? Aí está. O pouco para muitos é o bastante. E de migalhas
vamos sobrevivendo, respirando com muita dificuldade. Quero tirar de mim essa impregnada
sensação de que sou uma idiota. Que não tenho capacidade cognitiva, que sou
incapaz de absorver informações, analisar, processar, e ter o meu parecer.
Eu lhe pergunto: Quem
está, agora, no poder? Nós, eleitores, o povo brasileiro. Justamente quem eles
tomam por ignorantes, acéfalos, os que de tudo riem e balançam a cabeça. Nós
estamos, agora, no poder. No poder de decisão, no poder de escolha. Sei que o
tempo é curto, mas todo tempo é ouro quando se trata do amanhã.
Vote com consciência,
vote com responsabilidade, vote com amor à pátria. “Paz no futuro e glória no
passado.”
06. Analise as
afirmações abaixo e assinale a alternativa correta:
I. “Mais promessas, mais injúrias.”
– O termo destacado pode ser substituído por “ofensas” sem alterar o sentido
da frase.
II. “Olhando nos olhos dos candidatos procuro
encontrar um resquício de orgulho verde e amarelo.” – O
termo destacado pode ser substituído por “vestígio” sem alterar o
sentido da frase.
III. “Vi candidato que se importa mais com a opção
sexual do cidadão do que com a precariedade do sistema
de saúde pública e a (falta de) educação.” – o termo destacado é sinônimo
de eficiência.
IV. “Que não
tenho capacidade cognitiva, que sou incapaz de absorver
informações, analisar, processar, e ter o meu parecer.” – o termo destacado
refere-se à capacidade da autora de compreender a situação política a sua
volta.
V. “Justamente quem eles tomam por ignorantes, acéfalos,
os que de tudo riem e balançam a cabeça.” – Os termos destacados são sinônimos.
a) Todas estão corretas.
b) Nenhuma está correta.
c) Apenas a III está correta.
d) Apenas a II está correta.
e) Apenas a III está incorreta.
07. Observe as charges abaixo e
responda a questão:

I. Qual relação podemos estabelecer entre as charges e o texto de Karen Curi? Exemplifique com trechos do texto.
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Selfie-se
quem puder!(Márcio Castro)
Sorria!
Você está sendo fotografado. Por você.
É
bacaninha. É até divertido. Solitário ou em grupo. É moderno. E quem ainda não
fez que dispare o primeiro flash.
O
selfie está aí, bem na nossa cara! Uma ação que poderia ter nome em português. Mas
se você a concebe usando um smartphone, para em seguida fazer um upload e
promovê-la na web, que tolice a minha querer chamá-la de autorretrato. É
selfie e pronto. Pronto? Peraí... Deixa eu ajeitar minha franja e olhar pro
lado, fora da lente, tipo um Stevie Wonder displicente. Atenção...
click! Click??? Não necessariamente. Você escolhe o som. Pode ser tek,
plin, ploft... depende do seu smart. Click era na época das máquinas com
rolinho de filme – que jamais fizeram click, é bom que se diga.
Por
falar em máquinas fotográficas da vovó́, questões de ordem puramente anatômica
sepultaram definitivamente o uso da Polaroid para fins de selfie, concorda?
Sim, porque afinal somente alguém com braços de macaco pra evitar o choque
da foto com a própria cara. No fundo, bem no fundo, eu até gostaria. Não de
ver você engolindo o registro que acabou de fazer, mas acho que tem selfie
demais por aí.
Acordando?
Selfie com remela no olho. Tomando café́ da manhã? Selfie com requeijão no
canto da boca. Indo pro trabalho? Selfie no elevador; para logo em seguida,
selfie no retrovisor do carro. Ainda não tive notícias, mas a consequência
deste último muito em breve há se chamar selfie com supercílio aberto. E o dia
só́ está começando...
haja bateria! Afinal, registro sem divulgação não faz o menor sentido. Divulgação sem
comentário alheio é preocupante e te faz ficar revendo a foto em busca de
algum defeito. E se nem umazinha curtida tiver, é a prova cabal que ninguém além
de você gosta
de você. Isso consome energias.
Falei
do macaco linhas acima, mas penso que no mundo animal - em se tratando de
autopromoção
pura e simples - nosso desejo mesmo era ser um polvo. Imagina! Oito câmeras
na mão, registros simultâneos em ângulos
distintos. Perto, longe, muito longe. A glória de sermos nossos próprios
paparazzi. Pobre do T-Rex que, tentando entrar na brincadeira, só́ conseguiria
registrar o próprio queixo. Mas voltando ao ambiente onde #nemtodossomosmacacos
(exceção
feita aos de auditório), uma das coisas que mais me incomoda no selfie, além do
culto à própria imagem, não é o resultado da foto, muito menos o fato. É o ato.
Ver a pessoa clicando-se é deprimente. Aquele braço
esticaaaaaado, acompanhado de um sorriso também esticaaaaado, somados à reativação
daquela velha brincadeira de criança me dá uma angúúúústia...
Estátua!!!!!
Ok,
eu já fiz e devo continuar fazendo meus selfies, mas com um mínimo de coerência,
porque pensa comigo: Se o selfie é um registro fotográfico de você, feito por você,
é normal imaginar que este ocorra num espaço onde só́ esteja... você. Daí,
fazer selfie em público não faz sentido algum. É muito mais fácil chegar pra alguém
e pedir: "- Tira uma foto minha?" Sou desse tempo. Gostava desse
tempo. Ajudava na socialização, na geração de
relacionamentos, ainda que estes tivessem a duração de um click.
Selfie
é legal. Curtir selife é positivo. Mas tenho saudades do negativo.
08. O texto começa com frases
que fazem referências a expressões populares (jargões). Que frases são essas e
a que expressões elas se relacionam?
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09. Qual é a crítica que o autor
faz em relação às selfies?
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10. Se
fôssemos animais, por qual animal teríamos preferência, segundo o autor, e por
quê?
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